domingo, 18 de julho de 2010

"Como se Fosse a Primeira Vez"


O título é de um filme, lançado em 2004 que tem nos papéis principais Adam Sandler e Drew Barrymore. Apesar de ser uma “comédia” o diretor Peter Segal conta com maestria, durante mais de 100 minutos, a história de Henry (Adam Sandler), um solteirão que não quer assumir compromissos amorosos e divide o seu tempo entre os cuidados com os animais do Sea Life Park (parque marinho) no Havaí e a arte de partir corações das turistas, que em férias, buscam efêmeros romances. Enfim um “bom vivant” tolo, igual a alguns que a maioria de nós conhece, aqui mesmo em Pelotas.

Mas um dia Henry conhece Lucy (Drew Barrymore) uma professora de artes, que sofre de uma rara doença neurológica que lhe causa a perda de memória durante a noite – todas as noites. Para Henry uma relação estável está fora de cogitação. Isto arruinaria o sonho de uma década de navegar para o Alasca e estudar a vida sub-marina das morsas. Mas um incidente du-rante uma corrida de barcos o leva até o Hukilau Café onde ele conhece a linda jovem Lucy, e, após observar a forma peculiar dela comer waffles percebe que algo está errado com ela. Henry movido por uma curiosidade frívola adentra no terrível mundo sem passado recente de Lucy, sendo que o dia seguinte ao acidente que lhe causou a estranha e rara doença é repetido diária-mente pelo trabalho incessante de seu pai e irmão caçula. A família e os amigos de Lucy não vêem com bons olhos este interesse do rapaz. Mas ele conquista a atenção da moça, porém no dia seguinte ela não tem a menor idéia de quem ele seja. Desta forma o inescrupuloso e fútil Henry percebe que se quiser ganhar seu afeto, terá que recomeçar todos os dias um relacionamento como se fosse sempre a primeira vez, pelo resto de sua vida.

Alguns devem estar se perguntando o que esta ficção tem a ver com as mensagens espirituais do Editorial. Tem muito a ver. Apesar de ser, aparentemente, um roteiro comum, este filme traz uma mensagem impressionante para todos os casados, principalmente para os cônjuges cristãos.

Numa sociedade indiferente ao cristianismo o desgaste natural de uma relação poder ser resolvido facilmente com um divórcio ou com a realização de fantasias eróticas não recomendáveis ou mesmo com a aceitação natural de relacionamentos extraconjugais. Porém para os declarados seguidores de CRISTO, que crêem que o relacionamento conjugal deve ser eterno, a mensagem da história de um homem com um comportamento egoísta que muda a tal ponto de se dispor a reconquistar a sua amada a cada dia, como se estivesse fazendo isso pela primeira vez, consiste numa poderosa parábola contendo um precioso ensinamento.

Muitos casamentos acabam exatamente porque em algum momento, um ou os dois cônjuges, passam a crer que conquistaram em definitivo o seu amado após a celebração das núpcias. Entram numa rotineira busca pela sobrevivência, pela manutenção e educação dos filhos e se esquecem de si mesmos e da importância de uma saudável relação matrimonial, inclusive para o seu círculo de influência e a própria Igreja.

A certa altura do relacionamento olham para o seu companheiro (a) e vêem ao lado um (a) estranho (a) com o qual não tem mais nenhuma afinidade e até mesmo o interesse de permanecerem juntos. Como seria bom se cada um dos envolvidos num relaciona-mento matrimonial tivesse a mesma determinação do Henry em conquistar novamente, a cada dia, o amor da sua Lucy,

Que cada um que lê este texto seja tocado pelo ESPÍRITO SANTO e se disponha a (re)conquistar diariamente a pessoa que um dia jurou amar eternamente. É o meu sincero desejo e oração.

Por Erson Ramos

Um comentário:

  1. com certeza a maioria desses filmes são feitos para o mau, com segundas intenções! Satanás está por trás de tudo nesse mundo, porisso buscamos a Deus a cada dia para termos a nossa vida eterna!

    Ingrid Monticelli Rodrigues 130 MB

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