segunda-feira, 19 de julho de 2010

Versatilidade ou conformismo?

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. Romanos 12:2

A rainha Vitória, da Inglaterra, tinha várias filhas. E elas eram como as garotas de hoje: iam à escola, observavam as últimas modas e queriam se vestir como as outras moças. E um dia elas chegaram ao palácio falando alto à sua mãe, dizendo que queriam roupas assim e assim e o chapéu daquele outro jeito. Mas a mãe as atalhou dizendo: “Vocês são filhas da rainha. E as filhas da rainha não seguem a moda. Elas ditam a moda!”

Esse é um bom exemplo para nós, como cristãos. Vivemos em sociedade, mas não pertencemos à sociedade. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Devemos estabelecer padrões de comportamento em vez de nos escravizarmos às imposições da sociedade. É verdade que somos minoria, mas lembremo-nos de que é necessária apenas uma pitada de sal para salgar o alimento todo.

Quando Israel entrou em contato com as nações pagãs, gradativamente se adaptou aos seus costumes. Em vez de influenciá-las, foi influenciado por elas. O resultado foi desastroso, tanto para sua vida espiritual como para a prosperidade temporal. O mesmo ocorreu com as igrejas da Ásia. O mundanismo que as contaminou provocou-lhes a ruína. Sardes tinha nome de que vive, mas estava morta. Laodiceia era morna.

Alguns cristãos imaginam que terão mais influência sobre o mundo se descerem ao seu nível. É um grande engano. Se queremos ensinar as crianças a escrever corretamente, não podemos dar-lhes livros cheios de incorreções ortográficas e gramaticais. O mundo nunca se tornou melhor através de ideais inferiores. Os deuses do paganismo não elevaram a humanidade. De igual modo, não é o cristão “meia-tigela” que influenciará positivamente aqueles que o cercam, mas o que possui ideais elevados e que, com a ajuda divina, vive à altura de sua profissão de fé.

Paulo, como grande evangelizador que era, diz que procedeu “para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus”, e que se fez “fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos” (1Co 9:20, 22). Isso não significa que ele era uma espécie de camaleão, que muda de cor conforme o ambiente, mas que tinha versatilidade para adaptar tanto sua mensagem como seu comportamento às várias classes de pessoas, quando isso não envolvia condescendência com os princípios.

Versatilidade, sim. Conformismo, não.

domingo, 18 de julho de 2010

Homens também ficam grávidos


Homens, apesar de não passarem pelo processo de gestação, ficam “grávidos” – sua forma de agir e seu psicológico muda por causa da espera e da chegada do bebê. No ano passado, pesquisas indicaram que o “hormônio do amor e do carinho”, a oxitocina, fica em maiores níveis nos homens que vão ser papais [design inteligente]. E esse hormônio também indica o comportamento dos homens em relação aos filhos: quanto mais oxitocina no organismo, mais eles brincam e passam tempo com o bebê. Mas o aumento da oxitocina não é a única mudança hormonal que acontece nos pais. Os níveis de testosterona, o hormônio masculino, caem – de acordo com especialistas isso acontece para que eles se concentrem em suas famílias [design inteligente]. Testes provaram que homens com mais testosterona dão menos atenção aos seus filhos.

O hormônio prolactina, conhecido por aumentar nas mulheres no período de amamentação, também fica mais presente no organismo masculino após o nascimento de uma criança. Homens com maiores níveis de prolactina ficam mais alertas aos seus filhos e mais responsáveis na criação dos bebês.

Essas são as mudanças hormonais normais em homens. Existe um diagnóstico controverso chamado “síndrome de Couvade” no qual o homem ganha peso, têm insônia, dores de estômago e até mesmo enjôos matinais.

(Hypescience)

"Como se Fosse a Primeira Vez"


O título é de um filme, lançado em 2004 que tem nos papéis principais Adam Sandler e Drew Barrymore. Apesar de ser uma “comédia” o diretor Peter Segal conta com maestria, durante mais de 100 minutos, a história de Henry (Adam Sandler), um solteirão que não quer assumir compromissos amorosos e divide o seu tempo entre os cuidados com os animais do Sea Life Park (parque marinho) no Havaí e a arte de partir corações das turistas, que em férias, buscam efêmeros romances. Enfim um “bom vivant” tolo, igual a alguns que a maioria de nós conhece, aqui mesmo em Pelotas.

Mas um dia Henry conhece Lucy (Drew Barrymore) uma professora de artes, que sofre de uma rara doença neurológica que lhe causa a perda de memória durante a noite – todas as noites. Para Henry uma relação estável está fora de cogitação. Isto arruinaria o sonho de uma década de navegar para o Alasca e estudar a vida sub-marina das morsas. Mas um incidente du-rante uma corrida de barcos o leva até o Hukilau Café onde ele conhece a linda jovem Lucy, e, após observar a forma peculiar dela comer waffles percebe que algo está errado com ela. Henry movido por uma curiosidade frívola adentra no terrível mundo sem passado recente de Lucy, sendo que o dia seguinte ao acidente que lhe causou a estranha e rara doença é repetido diária-mente pelo trabalho incessante de seu pai e irmão caçula. A família e os amigos de Lucy não vêem com bons olhos este interesse do rapaz. Mas ele conquista a atenção da moça, porém no dia seguinte ela não tem a menor idéia de quem ele seja. Desta forma o inescrupuloso e fútil Henry percebe que se quiser ganhar seu afeto, terá que recomeçar todos os dias um relacionamento como se fosse sempre a primeira vez, pelo resto de sua vida.

Alguns devem estar se perguntando o que esta ficção tem a ver com as mensagens espirituais do Editorial. Tem muito a ver. Apesar de ser, aparentemente, um roteiro comum, este filme traz uma mensagem impressionante para todos os casados, principalmente para os cônjuges cristãos.

Numa sociedade indiferente ao cristianismo o desgaste natural de uma relação poder ser resolvido facilmente com um divórcio ou com a realização de fantasias eróticas não recomendáveis ou mesmo com a aceitação natural de relacionamentos extraconjugais. Porém para os declarados seguidores de CRISTO, que crêem que o relacionamento conjugal deve ser eterno, a mensagem da história de um homem com um comportamento egoísta que muda a tal ponto de se dispor a reconquistar a sua amada a cada dia, como se estivesse fazendo isso pela primeira vez, consiste numa poderosa parábola contendo um precioso ensinamento.

Muitos casamentos acabam exatamente porque em algum momento, um ou os dois cônjuges, passam a crer que conquistaram em definitivo o seu amado após a celebração das núpcias. Entram numa rotineira busca pela sobrevivência, pela manutenção e educação dos filhos e se esquecem de si mesmos e da importância de uma saudável relação matrimonial, inclusive para o seu círculo de influência e a própria Igreja.

A certa altura do relacionamento olham para o seu companheiro (a) e vêem ao lado um (a) estranho (a) com o qual não tem mais nenhuma afinidade e até mesmo o interesse de permanecerem juntos. Como seria bom se cada um dos envolvidos num relaciona-mento matrimonial tivesse a mesma determinação do Henry em conquistar novamente, a cada dia, o amor da sua Lucy,

Que cada um que lê este texto seja tocado pelo ESPÍRITO SANTO e se disponha a (re)conquistar diariamente a pessoa que um dia jurou amar eternamente. É o meu sincero desejo e oração.

Por Erson Ramos

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Feliz sábado


Que neste sábado, não importa onde esteja, você sinta a presença de Deus em sua vida.

Serpentes à beira do caminho

Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno? Mateus 23:33

Chamar alguém de “serpente”, especialmente de “cascavel” ou “jararaca”, é sempre uma ofensa. No entanto, mesmo as cascavéis podem nos ensinar uma interessante lição.

Ao lutarem entre si, evitam picar-se mutuamente, pois não são imunes ao seu veneno e podem morrer. Sua luta consiste em tentar empurrar a rival para trás, sobre si mesma. As duas adversárias se encaram de frente, erguendo um terço de seu corpo acima do chão, bamboleando e se entrelaçando, uma forçando a outra como num braço-de-ferro. A mais forte derruba a adversária e a imobiliza com o peso de seu corpo por alguns segundos, e então a perdedora vai embora, sem ter sido picada.

Até as cascavéis, portanto, têm o seu código de honra e evitam matar-se. O homem, porém, criado um pouco menor do que os anjos é capaz de assassinar o semelhante. Quando permite que a ira o domine, pode agredir alguém fisicamente ou com palavras que destilam peçonha mortal, tornando-se não apenas inferior aos anjos, mas também aos animais.

A Palavra de Deus compara alguns tipos humanos a animais. Cristo certa vez Se referiu a Herodes como sendo uma raposa (Lc 13:31, 32). Chamou os escribas e fariseus de “raça de víboras”, repetindo os termos de João Batista (Mt 3:7; 23:33). Em outra ocasião, disse aos discípulos que os estava enviando “como ovelhas para o meio de lobos”. E recomendou-lhes que fossem “prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10:16). O próprio Cristo é comparado a um cordeiro (Is 53:7), e também a um leão (Ap 5:5).

Ao proferir as bênçãos proféticas sobre seus filhos, Jacó disse que Dã seria uma “serpente junto ao caminho” (Gn 49:17), indicando que essa tribo seria traiçoeira e astuta.

Em nosso jornadear para o reino de Deus encontraremos serpentes à beira do caminho, que tentarão amedrontar-nos, desviar-nos, fazer-nos desistir ou ferir-nos traiçoeiramente. Essas serpentes, sejam elas heresias, más companhias, drogas ou mundanismo em todas as suas formas, são todas filhas da “antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (Ap 12:9). É preciso ter cuidado, mas se formos picados, há um antídoto eficaz:

“Os que foram picados por aquela velha serpente, o diabo, são convidados a olhar e viver [...] Olhai tão-somente a Jesus como vossa justiça e sacrifício. Ao serdes justificados pela fé, a mortal picada da serpente será curada” (Filhos e Filhas de Deus, p. 222).

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Emoções Negativas

Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1:19


Há indivíduos que são exatamente o contrário do que o texto acima recomenda: são tardios para ouvir, prontos para falar e prontos para se irar.


A literatura religiosa judaica diz que “há quatro variedades de disposição. Primeiramente, há aqueles que facilmente se iram, mas que facilmente são pacificados; esses perdem por um lado e ganham por outro. Em segundo lugar, há aqueles que não se iram facilmente, mas que dificilmente podem ser aplacados; esses ganham por um lado e perdem por outro. Em terceiro lugar, há aqueles que dificilmente se iram e que facilmente são aplacados; esses são os bons. Em quarto lugar, há aqueles que se iram facilmente, e dificilmente se deixam aplacar; esses são os ímpios” (Midrash hannalam, cap. V., 11).


As emoções negativas são destrutivas: destroem os outros e o próprio ofensor. Um exemplo disto é o acidente ocorrido em 18 de junho de 1972, quando um avião se espatifou no aeroporto de Heathrow, em Londres, causando a morte de 118 pessoas.


Após intensa investigação, descobriu-se que o piloto estava descontente com a maneira como uma greve dos aviadores havia sido resolvida. Além disso, quando o piloto decolou, percebeu que o avião estava desequilibrado. Os funcionários haviam distribuído mal o peso da carga. E o piloto, já mal-humorado, ficou furioso e fez uma manobra de correção brusca demais, levando o avião a mergulhar na pista matando 118 homens, mulheres e crianças. Às vezes, tanto culpados como inocentes pagam caro demais pela hostilidade descontrolada.


Conta-se que Charles Spurgeon tinha um amigo que era pastor e havia escrito um livro intitulado Vinde a Jesus. Outro pastor escreveu um artigo ridicularizando o livro. De início, o amigo de Spurgeon sofreu em silêncio, mas com o passar do tempo a crítica ganhou maior publicidade, e então o ressentimento e a ira do autor do livro se tornaram incontroláveis. Ele escreveu uma violenta resposta ao crítico e disse coisas horríveis, que nunca teria dito sob outras circunstâncias.


Mas antes de pôr a carta no correio ele a mostrou a Spurgeon e lhe perguntou se deveria enviá-la. Spurgeon leu e disse: “Mande-a imediatamente. Mas antes escreva abaixo de sua assinatura: “Do autor de Vinde a Jesus”.


O amigo não teve coragem de enviar a carta.


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:29).